
MENSAGEM PARA O DIA DAS MÃE
S
Celebrar o
Dia das Mães, ano após ano, é sempre propor uma homenagem à mulher,
símbolo do acolhimento, da entrega desinteressada, da atenção
permanente, do coração que sabe guardar, no mais íntimo de si, as
dores e também os sinais de esperança.
Celebrar o Dia da Mãe é lembrar ao mundo que à mulher cabe o papel
insubstituível de conceber uma nova vida, de lhe transmitir todo o
amor de que esta necessita para crescer, ganhar forças e entrar num
mundo tão carecido de bem amados . Com esta missão tão específica,
a mulher/mãe aceita um desafio imenso. Ao acolher no seu seio um
novo ser, o seu filho, inicia-se uma relação de confiança mútua que
não mais irá ter fim. A própria biologia mostra-nos como a vida da
mãe fica condicionada à do bebê e como este espera tudo do
alimento ao carinho daquela que o aconchega dia a dia. O diálogo
entre ambos vai crescendo, cada vez mais partilhado, e começa a
esboçar-se um mundo de expectativas, que serão, tantas vezes,
contrariadas por censuras, falta de acolhimento e até desprezo da
parte de mentalidades e estruturas da sociedade.
Toda a mãe, antes de o acolher no seu seio, acolhe sempre no íntimo
do seu coração o filho a quem se quer dedicar, alegra-se com o seu
bem-estar e chora face ao seu sofrimento. O seu coração de mãe teme
não ser capaz de proteger aquele que ajudou a nascer, de conseguir
gritar bem alto que aquela vida tem todo o valor, que merece ser
feliz e que precisa que a ajudem na sua tarefa de mãe. Esta dor é
acrescida nas mães de filhos portadores de uma qualquer deficiência.
E que exemplo nos é dado por estas mães que sabem louvar os pequenos
progressos, as pequeníssimas conquistas, neste mundo que parece
satisfazer-se apenas com grandes sucessos! Trará este Ano Europeu da
Pessoa com Deficiência mais do que preocupações com barreiras
físicas? Será que vamos ouvir falar de verdadeiras mudanças de
mentalidade, de uma real abertura à solidariedade não só nas
famílias, mas nas escolas, nas comunidades paroquiais?
Saudamos as mães que repartem o seu amor imenso pelos seus filhos
sãos ou deficientes, e ainda por tantas outras crianças que só assim
o podem experimentar.
Saudamos, também, as mães que acolhem com generosidade e alegria a
vocação sacerdotal, religiosa ou missionária a que Deus chamou um ou
mais dos seus filhos.
Saudamos, ainda e com especial carinho, as mães que viram partir,
vítima de acidente ou de doença, o filho que tanto amam.
Manifestamos, nesta hora difícil, a nossa solidariedade às mães que
sofrem, com seus filhos, os horrores das guerras.
Convidamos as mães a que rezem, agradecidas, o dom dos seus filhos e
a graça de poderem ser colaboradoras de Deus na transmissão do Seu
infinito Amor, e que ensinem os seus filhos a rezar de um modo
gratuito, numa singela homenagem à bondade do Senhor.
Apelamos às mães para que nunca se sintam abandonadas, porque sabem
que Deus as ama e que estará sempre a seu lado.
Celebrar o Dia da Mãe neste ano, leva-nos a ter ainda mais presente
a figura da Virgem Maria. Quem melhor do que Ela nos ensina a
acolher incondicionalmente a missão que lhe foi destinada por Deus?
Desde o Seu sim incondicional culminado no acolhimento aos pés da
cruz, Maria é, como mãe atenta, consciente do que dela era esperado,
verdadeiro modelo para qualquer mãe.
Comissão Episcopal da Família (4 de Maio de 2003)
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